quinta-feira, 16 de junho de 2016
Breve Recado
Aqui meu bom
Não há um dia que não seja
Um corre-corre
A rotina do lá e pra cá
De metas que não sejam traçadas
E desconfiança generalizada
Aqui meu bom
O lobo é o próprio homem
No sentido estrito ou lato
O medo está estampado
E se dissemina como praga
Em cada canto quadrado
Aqui meu bom
A regra é comer o pão amassado
E extrair até a última gota
O suor do rosto cansado
Enquanto exceção é viver
Com esse tempo escasso
Dignamente de fato
Confesso meu bom
Embora pareça louco
Desejo tão somente um trem
Que ultrapasse as fronteiras do mesmo
E tentar sem fim ir além.
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