sábado, 18 de junho de 2016

Lennon Ensinou


Na esfera do artificial
De todos os lados
Seja onde for
Nada passa de um jogo
Pra ver quem impressiona mais

Negar esse oculto fato
É sentenciar a si próprio
Culpado
Impreciso pra ser preciso

E quando cai a socapa 
E superada a dor
Não importa mais nada
O que a ilusão criou

A verdade em um átimo
Revela-se com estupor:
Todos somos iguais

Mas na história da luta de faces
Tudo é um blefe
Lennon ensinou.


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A lá Kerouac

A cada segundo de meditação
Maior a sapiência fica
Mas siga o ritmo incessante da batida
E da melodia que nas ruas vibra

Diariamente mergulhe profundo
E mantenha o olhar no presente
Pra sentir mais forte
O poder que vem além do chão

Mesmo que muitos não entendam
Atenda
Não perca a mensagem que vem em raros momentos
Pode ser a última chamada
Da intuição

Mas é preciso saber
Também fazer algumas paradas
E cultivar a paz e a tranquilidade
Como tomar o sagrado chá 
De final de tarde

Desperta a curiosidade sem fronteiras
Este dom mágico
Presente não só apenas nos gatos
Mas em todos  que pulam barreiras

Vá e aproveite ao máximo 
Seja qual estrada for
Os ventos do mundo
Sopraram a seu favor.


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Nos mínimos vestígios

O silêncio por vezes
reflete os pensamentos
e enquanto alguns lavam as mãos
a pureza escorre pelo ralo
e se tal fosse verdadeiro
cedo ou tarde
menos íntegro
seria o mundo inteiro
mas tola ideia
sendo ou não certa
tudo vai pelo cano
não só o que se nega
mas imaginações e fantasias
e diante das pupilas
desatentas 
sobre a pia onírica do relento
o opaco se luzia.


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Não ignoro a existência

da história oculta e não revelada
dos sinais manifestados ou não do universo
de cada palavra da página do mundo virada
dos ciclos de inúmeras épocas
das gerações que permeiam todas elas
das energias e do poder que emanam da terra
das evidências e mistérios
de cada partícula inequívoca de grandeza
ou da menor das torpezas
que habitam em cada um
nos homens e mulheres
nem mais e nem menos
nada aquém e nada além
por tudo isso e tantos outros motivos
forçoso é evitar julgamentos
de quem quer que seja
enquanto nós
meramente nós mesmos 
fomos a única referência
pois cada sentença
é uma fagulha de consciência.



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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Breve Recado


Aqui meu bom
Não há um dia que não seja
Um corre-corre
A rotina do lá e pra cá
De metas que não sejam traçadas
E desconfiança generalizada

Aqui meu bom
O lobo é o próprio homem
No sentido estrito ou lato
O medo está estampado
E se dissemina como praga
Em cada canto quadrado

Aqui meu bom
A regra é comer o pão amassado
E extrair até a última gota
O suor do rosto cansado
Enquanto exceção é viver
Com esse tempo escasso
Dignamente de fato

Confesso meu bom
Embora pareça louco
Desejo tão somente um trem
Que ultrapasse as fronteiras do mesmo
E tentar sem fim ir além.


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