sábado, 20 de fevereiro de 2016

Minha flor de lótus


Fiz das suas belas pétalas

Meu abrigo mais aconchegante

 

Da sua morada

Um templo de amor inebriante

 

Do seu doce cheiro

Um aroma incessante

 

Minha amada flor

A mais linda do mundo

Cuja beleza

Encheram meus olhos de encanto

 

O mel do seu néctar

É a fonte que nutre me sangue

Por isso lhe dedico todas as carícias

Na companhia de cada instante

 

E mesmo na sua ausência

Tão vivos são teus contornos

Que diante de mim

Sinto como se estivesse fosse

 

Por isso não me importo

Com o quando

Com o quê

e o como

 

Mas tão somente

Em estar por inteiro

Do caule

Até a ponta de cada ramo.



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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Poema Austero


O que me importa
A métrica
A escanção silábica
Os decassílabos
Os alexandrinos
Os redondilhos
Maior e menor
Os tercetos e quartetos
As estrofes rimadas ou não
Que me diferença faz
Se não são sonetos ou haicais
Se não lembram Camões
Leminski ou Drummond
Se não tem consonância
Ou aliteração
Limito-me apenas
Em deixar próximo da mão
Um caderninho velho
Uma caneta quase gasta
E dar luz
Numa força irresistível
A versos livres e soltos
Sem qualquer tipo de dono
Sem qualquer prisão.


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