domingo, 14 de fevereiro de 2016
Poema Austero
O que me importa
A métrica
A escanção silábica
Os decassílabos
Os alexandrinos
Os redondilhos
Maior e menor
Os tercetos e quartetos
As estrofes rimadas ou não
Que me diferença faz
Se não são sonetos ou haicais
Se não lembram Camões
Leminski ou Drummond
Se não tem consonância
Ou aliteração
Limito-me apenas
Em deixar próximo da mão
Um caderninho velho
Uma caneta quase gasta
E dar luz
Numa força irresistível
A versos livres e soltos
Sem qualquer tipo de dono
Sem qualquer prisão.
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