Um andar vacilante
Pelas ruas de brumas noturnas,
Meus passos perdidos
Nessa cidade silenciada,
Vou entre lixos e risos
De alma inebriada
E mergulho no surrealismo
De minha visão:
Beleza nos riscos
Das paredes solitárias,
A aura da Lua
Refletindo nas calçadas,
As casas erguidas
Com tijolos de prisão.
O vento atroz arrasta as luzes
E os carros vão sem direção,
O céu com seu manto negro
E de cintilantes estrelas,
Contrasta o fogo citadino
Queimando-me com suas centelhas.
Perdi minha consciência,
Se alguém encontrar
Favor devolvê-la.