Eu sou um corpo semivivo
Vivo e vou indo:
Ora sentado Ora em pé
Ora na cozinha Ora na
cama
Perdido no monólogo mudo
E tragicômico da Nova
Era
Absorto no sons dos
motores
E nos devaneios dos
assuntos
Dos ônibus e dos metrôs
Entres labirintos e
infinitos corredores
Alheio aos pássaros e
vozes
Que reivindicam mudanças
Transgressões e flores
Danado e nado
Vou indo a braços
Pelas noites insones
Pelas manhãs de labuta
incessante
Ora lento Ora rápido
Ora na superfície Ora
profundo
No rio de asfalto em
febre de rato
