sexta-feira, 29 de maio de 2015

Paranoia

Vê se me deixa Nóia
Deixa de querer mostrar
A verdade
Nas coisas ilusórias

Para Nóia, Para Nóia
De buscar no sabor da derrota
O amargo da vitória
E o efêmero desejo
De porta em porta

Para Nóia, para Nóia
Quero sentir o prazer do presente
Do aqui e do agora
Enquanto o futuro
Quero que simplesmente
Vá se embora

Para Nóia, Para Nóia
De insistir em mostrar
Que a memoria
É tão equivocada
Quanto às fabulosas historias
Ensinadas nas salas de aula

Para Nóia, para Nóia
Já perdi inúmeras noites e auroras
Já nem sei onde a Lua mora
Mas ao menos sei
Que quanto mais eu a recuso
Mas eu a tenho na minha cola

Para Nóia!





sábado, 2 de maio de 2015

Esquizofrenia Poética


Ela vivia achando que era isso e aquilo
Continuamente perdida em seus rodopios
Levando consigo frases tomadas como versos
Jorrando em folhas soltas de cadernos
E uma dúvida que sempre persistia
Se era isso mesmo que queria
Num eterno dilema de tentar ser uma prosa
Ou uma solitária poesia
Teimosa nutria essa louca fantasia
Sem saber de fato o que seria
Se seria uma prosa ou uma poesia
Até que num certo e belo dia
Descobriu que prosa que pensa que é poesia
Não é prosa 
E sim poesia.