Vê se me deixa Nóia
Deixa de querer mostrar
A verdade
Nas coisas ilusórias
Para Nóia, Para Nóia
De buscar no sabor da derrota
O amargo da vitória
E o efêmero desejo
De porta em porta
Para Nóia, para Nóia
Quero sentir o prazer do presente
Do aqui e do agora
Enquanto o futuro
Quero que simplesmente
Vá se embora
Para Nóia, Para Nóia
De insistir em mostrar
Que a memoria
É tão equivocada
Quanto às fabulosas historias
Ensinadas nas salas de aula
Para Nóia, para Nóia
Já perdi inúmeras noites e auroras
Já nem sei onde a Lua mora
Mas ao menos sei
Que quanto mais eu a recuso
Mas eu a tenho na minha cola
Para Nóia!
Para Nóia!
