Ela vivia achando que era isso e aquilo
Continuamente perdida em seus rodopios
Levando consigo frases tomadas como versos
Jorrando em folhas soltas de cadernos
E uma dúvida que sempre persistia
Se era isso mesmo que queria
Num eterno dilema de tentar ser uma prosa
Ou uma solitária poesia
Teimosa nutria essa louca fantasia
Sem saber de fato o que seria
Se seria uma prosa ou uma poesia
Até que num certo e belo dia
Descobriu que prosa que pensa que é poesia
Não é prosa
E sim poesia.
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