sábado, 7 de junho de 2014

Amores tolos não cabem

Na madrugada das ruas paulistanas
Cabe o gozo iminente
Cabe a gargalhada no escuro
Indecências saem dos dentes
De Baco e suas primas
Das mãos e bocas sedentas
Dos amores inflamados
Nasce a deusa serpentina
E um dilúvio de êxtase
escorre do copo 
Até meu corpo
E diante dos portais abertos
entre os meus dedos flâmulos
Transformado em pedra
Leva embora meu coração
Sob uma mentira 
Em forma de promessa
E dessa vida saio
Sem o meu paraíso de néctar.


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